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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A vida efêmera.

Desde que eu aprendi a palavra "efêmera" com minha professora de português no ano passado (2010), não parei mais de usá-la.
É uma palavra sem dúvida nenhuma muito poética, e eu, que já adoro essa coisa toda de poesia e palavras rebuscadas, a adorei.
Não que eu a use muito na minha vida, mas ela é interessantemente bonita e expressiva.
Efêmero: que dura pouco; passageiro.
As pessoas dizem que a vida passa muito rápido, que as coisas acontecem em um ritmo incansávelmente rápido e contínuo, sem nos dar tempo nem ao menos para pensar no que está havendo.
Talvez isso não seja verdade. Se não contarmos as interferências da vida, sei lá, temos uns setenta ou oitenta anos de vida. Bom, a expectativa de vida está cada vez maior! Tudo bem, sou apenas uma adolescente e não sei bem o que esse tanto de anos representa. Mas setenta anos me parece bastante para fazer tudo o que eu quiser, ou não?
As pessoas reclamam da falta de tempo. Mas acontece que não é que a vida passa rápido ou lentamente, e sim a falta de senso dessas pessoas em não saber aproveitar o tempo como se deveria.
Consumimos a maior parte dos anos da nossa vida reclamando de coisas que deveriam ser mudadas por nós mesmos, isso é um fato. Entretanto, as pessoas se acostumaram com o jeito que as coisas vão acontecendo e se recusam a mudar o que as incomodam.
Elas vão acumulando problemas nas costas e não querem nem sequer tentar mudar isso, e se habituam ao que na verdade as fazem mal.
Reclamar não adianta coisa alguma eu sei, mas se alguém tentasse ao menos fazer algum raio de coisa que seja para mudar o que é necessário já estaria bom. Assim, talvez, muita gente não estaria perdendo tempo grudada com a bunda no sofá da sala, assistindo ao Jornal Nacional, reclamando de políticos que não exercem seu trabalho direito, porque o planeta não para de decair.
Todo mundo pode fazer um pouco, e com a ajuda de todos talvez a vida não passasse tão rápido e sem conteúdo algum pra contar história.


Lins