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Poemas

Vida vazia.


Páginas em branco
Vou tentando preencher
Dos vazios que minha vida
Me proporciona a ter


Não vivo cada dia
Pensando no que irá acontecer
Meus pensamentos me perturbam
Não existo pra valer


Com minha mente vagando
Por caminhos sem fim
A brisa da noite vai soprando


Busco um tempo para mim
As folhas vão acompanhando
Meus passos manchados por nanquim.



Lins
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Uma morte.


Viver não é sinônimo de existir
Amar não significa ser amado
Querer não quer dizer que eu possa partir
Minhas escolhas podem ter dado errado


Você me fez querer desistir
E a esse sofrimento estava fadado
Meu sonho foi para sempre dormir
Com as mãos e cérebro estatelados

Um mundo novo me espera para ir
Tentar ao menos ser recuperado
Em sua cilada teimei em cair
Agora sou um morto apaixonado


Meu corpo gélido então pode sentir
Na dúvida, sou eu o culpado
Agora não queira desmentir
Pois o tempo acabou suicidado.




Lins
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Vida e morte.

A partir de um desenho,
Recria-se o todo
Criativa a alma viva
É dona de um mundo

Abre os olhos e as palmas
Para quem enxerga tudo
Aqueles que não o vê
Vive também surdo e mudo

Essa vida fria e quente
Segue ambiguamente
Num fluxo perfeito

Cai o dia e a noite
Aumenta-se a corte
Na  morte tece o leito.

Lins
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A doce falsa.

Trova, trova minha menina,
Cante com seu doce cantarolar.
Trova, trova pequenina,
Com seu belo vestido a rodar.

E eu fingirei que acredito
Em seu falso romantismo banal.
Você e seus versos em redondilha
Me matam de tanta falsa moral.

O seu quase gorjear mostrando o escárnio
São postos em forma de rima,
Para que pareça uma poesia linda.

Camaleão é sua veste
Quando quer se esconder,
Iludindo-nos com seu poder.

Lins

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Novamente.

Descobri em seus olhos
uma nova vida para mim
Pensando em coisas boas,
e não em coisas ruins.

Esqueci os meus problemas
Esqueci o que não fiz
E não me arrependo de nada
Foi isso que eu sempre quis.

A vida dá cada lição
Foi isso que ela me ensinou
A viver intensamente
a vida que o vento levou.

Mas eu posso recuperá-la
E é isso que vou fazer
Vou me esquecer de tudo
e simplesmente vou... Viver.

Lins
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Eterno namorado.

Eu conheço uma história
de um príncipe muito desejado
Mais que ninguém ele era amado

Duas princesas o amavam
Mas ele amava a outra,
a plebéia do castelo

Uma das princesas enlouqueceu
desistiu, desapareceu
A outra ainda continua com a esperança
de receber uma aliança
do príncipe de olhos verdes como o gramado
Tendo em mente a ideia
de tê-lo como seu eterno namorado.

Yamamura

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