Sabemos que quanto mais tempo conhecemos uma pessoa, mais coisas sabemos sobre ela. E ás vezes as coisas que sabemos pode não ser tão boas quanto gotaríamos.
Conheço o Frederico há desessete anos, e nó dois eramos os chamados amigos de verdade. Daqueles que se conta os piores segredos. Daqueles pra quem se quer contar primeiro a fofoca.
É uma mentira dizer que nós homens não fofocamos. Mentira deslavada. Tanto homens quanto mulheres sentem uma vontade imensamente grande de falar sobre a vida alheia. Porque nem sempre a nossa vida é tão interessante assim, nós acabamos por falar de outras pessoas, e ainda aumentamos as proporções reias da história.
Num dia desses comuns, estava eu e Frederico sentado num banco de shopping a comentar de um episódio entre a Bárbara e a Camila, duas colegas de faculdade. Fredie, como o chamo, me disse que Bárbara havia trocado os nomes em uma prova. Ao invés de colocar seu nome, Bárbara colocou o nome de Camila, pois ela sabia que Camila era muito mais inteligente que ela.
Ficamos falando disso horas. Nem vimos o tempo passar.
Fiquei atordoado com as reações de Fredie ao falar desse ocorrido. Ele estava nervoso e se via claramente que aumentara um tanto a estória.
Fredie nunca havia mentido para mim. Sempre que me contava uma coisa me dizia a verdade. Falava como tudo tinha acontecido realmente.
Eu também , nunca menti para ele. Nunca hei de mentir! Nem ouso.
Passados alguns meses, já havia esquecido parcialmente essa história, e estávamos novamente fofocando sobre a vida alheia. Desta vez fui eu. Falando sobre algo sem importancia no momento. Falei como havia acontecido. Tal qual a estória real. Fredie me disse que eu era um péssimo contador de estótias. Que eu tinha que aprender com ele a mentir. Calei-me. Levantei-me e fui embora.
Não aprovei aquela atitude tomada por Fredie. Fiquei uns dias sem ir à faculdade. Ele preocupado, me ligou algumas vezes. Atendi, falmos algo e desligamos. Foi assim em todas as nossas conversas por telefone. Havia algumas vezes um vazio que esperava alguma palavra para ser preenchido. Do outro lado da linha ele mudo. E do lado de cá o mesmo.
Quando voltei para a faculdade, fomos conversar coisas costumeiras. Toquei no assunto mentira. Ele disse que sempre que tinha a oportunidade de inventar alguma mentira para tornar uma fofoca mais interesante ele o fazia. Fiquei pasmo. Em todos esses desessete anos convividos nunca ouvi ele falando dessa maneira.
Perguntei se ele já falou algo sobre mim, e aumentou a estória. Ele me surpeendeu mais ainda com a resposta: ''Sim''. Seguiu-se um profundo silêncio. Eu olhando em seus olhos. Vendo que naquele momente ele não mentira. Procupei-me.
Perguntei o que ele havia falado. Ele não me responde. Simplesmente mudou o assunto como se fosse um nada.
Levantei. E lhe dei uma lição de moral como nunca havia dado antes a pessoa alguma.
Disse-lhe que confiava minha alma a ele. Disse-lhe que nunca, jamais contaria uma mentira a seu respeito. Disse-lhe muitas frases mais e me calei.
Fui embora. E chorei.
Dia seguinte. Ele veio falar comigo. Ouvi atentamente seu pedido de desculpas.
Ele me disse que não tivera a intenção de me magoar. Disse-me que eu era seu melhor amigo e que eu podia sim, confiar nele.
Perdoei-o.
Porém, a nossa amizade nunca mais foi a mesma. Sempre que fazia novos amigos, tentava o máximo possível conversar e conhecer mais sobre a pessoas. Pois a gente nunca sabe quando vai encontrar uma falso amigo a nossa frente.
Passou-se alguns anos e fomos perdendo contato. Não tive mais notícias de Fredie.
Uma vez minha mãe me disse que amigos verdadeiros não mentem e são eternos. Nesse momento percebi que Fredie era apenas mais um colega de escola, faculdade. Isso prova que nem mesmo amigos de infância escapam de ter uma falso amigo.
Lins
Conheço o Frederico há desessete anos, e nó dois eramos os chamados amigos de verdade. Daqueles que se conta os piores segredos. Daqueles pra quem se quer contar primeiro a fofoca.
É uma mentira dizer que nós homens não fofocamos. Mentira deslavada. Tanto homens quanto mulheres sentem uma vontade imensamente grande de falar sobre a vida alheia. Porque nem sempre a nossa vida é tão interessante assim, nós acabamos por falar de outras pessoas, e ainda aumentamos as proporções reias da história.
Num dia desses comuns, estava eu e Frederico sentado num banco de shopping a comentar de um episódio entre a Bárbara e a Camila, duas colegas de faculdade. Fredie, como o chamo, me disse que Bárbara havia trocado os nomes em uma prova. Ao invés de colocar seu nome, Bárbara colocou o nome de Camila, pois ela sabia que Camila era muito mais inteligente que ela.
Ficamos falando disso horas. Nem vimos o tempo passar.
Fiquei atordoado com as reações de Fredie ao falar desse ocorrido. Ele estava nervoso e se via claramente que aumentara um tanto a estória.
Fredie nunca havia mentido para mim. Sempre que me contava uma coisa me dizia a verdade. Falava como tudo tinha acontecido realmente.
Eu também , nunca menti para ele. Nunca hei de mentir! Nem ouso.
Passados alguns meses, já havia esquecido parcialmente essa história, e estávamos novamente fofocando sobre a vida alheia. Desta vez fui eu. Falando sobre algo sem importancia no momento. Falei como havia acontecido. Tal qual a estória real. Fredie me disse que eu era um péssimo contador de estótias. Que eu tinha que aprender com ele a mentir. Calei-me. Levantei-me e fui embora.
Não aprovei aquela atitude tomada por Fredie. Fiquei uns dias sem ir à faculdade. Ele preocupado, me ligou algumas vezes. Atendi, falmos algo e desligamos. Foi assim em todas as nossas conversas por telefone. Havia algumas vezes um vazio que esperava alguma palavra para ser preenchido. Do outro lado da linha ele mudo. E do lado de cá o mesmo.
Quando voltei para a faculdade, fomos conversar coisas costumeiras. Toquei no assunto mentira. Ele disse que sempre que tinha a oportunidade de inventar alguma mentira para tornar uma fofoca mais interesante ele o fazia. Fiquei pasmo. Em todos esses desessete anos convividos nunca ouvi ele falando dessa maneira.
Perguntei se ele já falou algo sobre mim, e aumentou a estória. Ele me surpeendeu mais ainda com a resposta: ''Sim''. Seguiu-se um profundo silêncio. Eu olhando em seus olhos. Vendo que naquele momente ele não mentira. Procupei-me.
Perguntei o que ele havia falado. Ele não me responde. Simplesmente mudou o assunto como se fosse um nada.
Levantei. E lhe dei uma lição de moral como nunca havia dado antes a pessoa alguma.
Disse-lhe que confiava minha alma a ele. Disse-lhe que nunca, jamais contaria uma mentira a seu respeito. Disse-lhe muitas frases mais e me calei.
Fui embora. E chorei.
Dia seguinte. Ele veio falar comigo. Ouvi atentamente seu pedido de desculpas.
Ele me disse que não tivera a intenção de me magoar. Disse-me que eu era seu melhor amigo e que eu podia sim, confiar nele.
Perdoei-o.
Porém, a nossa amizade nunca mais foi a mesma. Sempre que fazia novos amigos, tentava o máximo possível conversar e conhecer mais sobre a pessoas. Pois a gente nunca sabe quando vai encontrar uma falso amigo a nossa frente.
Passou-se alguns anos e fomos perdendo contato. Não tive mais notícias de Fredie.
Uma vez minha mãe me disse que amigos verdadeiros não mentem e são eternos. Nesse momento percebi que Fredie era apenas mais um colega de escola, faculdade. Isso prova que nem mesmo amigos de infância escapam de ter uma falso amigo.
Lins
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